"A linguagem, como toda a gente sabe, ou como toda a gente devia saber - e eu já o tenho dito aqui muitas vezes - serve para exprimir o que se sente mas também serve para esconder o que se sente." João dos Santos em "Se não sabe porque é que pergunta?"
Eu trago-te nas mãos o esquecimento Das horas más que tens vivido, Amor! E para as tuas chagas o unguento Com que sarei a minha própria dor.
Os meus gestos são ondas de Sorrento... Trago no nome as letras de uma flor... Foi dos meus olhos garços que um pintor Tirou a luz para pintar o vento...
Dou-te o que tenho: o astro que dormita, O manto dos crepúsculos da tarde, O sol que é d'oiro, a onda que palpita.
Dou-te comigo o mundo que Deus fez! - Eu sou Aquela de quem tens saudade, A Princesa do conto: “Era uma vez...”