Na solidão dos dias o muro intransponível do vazio. E a noite é pedra atirada na vivência do sonho, assalta-nos a tranquilidade, arrasa-nos a vida deixando a marca indelével da derrota. Sobra a certeza que no caminhar das horas estamos cada vez mais e mais sós. Muro dos silêncios de pedra. Ao longe a quimera.
Terça-feira, Maio 29, 2012
Sexta-feira, Maio 25, 2012
Eclipse
Na continuidade dos dias, o sobressalto; paragem onde surge a questão, onde falta a resposta. Na sombra, o reflexo da luz adiada; eclipse total da estrela que nos guia. E o mar ousa o desafio do ondular cíclico e sinusoidal, amplitude cortada pela crista da onda nebulizada. Se... e as reticências transformam-se em interrogações cortadas aqui e ali pelo olhar espantado das exclamações. Os dois pontos cortam-se, a inexistência de diálogo a isso obriga, e, o ponto e vírgula é mera vaidade. Gosto dos "e"s, fazem a ligação suave entre a estrela e a sombra, dão a percepção da essência para além da existência. Entretanto, a vírgula passeia-se ocupando indiscriminadamente todos os lugares, porque é voluntariosa, esguia, elegante e entende que se pode sobrepor aos e"s, aos traços e quantas vezes aos espaços (?)

Fotoretirada daqui
Quarta-feira, Maio 02, 2012
A Mãe
Na densa floresta onde a dor habita liberta-se o sorriso, tímido, inseguro e ansioso. Maio, mês em que as flores despontam e em cujo primeiro dia a vida se cruza com o amor. Papoilas vermelhas enfeitam o verde dos campos. A brisa da tarde liberta-lhe os movimentos.
Quarta-feira, Abril 25, 2012
um risco na areia
«O tempo, se pudermos intuir esta identidade é uma desilusão: bastam para o desintegrar a indiferença e inseparabilidade de um momento do seu aparente ontem e de outro momento do seu aparente hoje.»
Jorge Luís Borges em História da Eternidade
Há dias em que acordo numa ilha deserta, escrevendo palavras na areia que o mar e o vento apagarão. É o vazio dos dias cheios de nada. Hoje sinto-me como um risco na areia que o mar desfez.
A foto foi retirada do blog 'Carta de Marear'
Sábado, Abril 21, 2012
som
Derrotando sentimentos "mancos", o som infiltra-se libertando o(s) alter-ego cativo(s). Serenidade. Ser diferente é o ganho.
Sexta-feira, Abril 20, 2012
Segunda-feira, Abril 16, 2012
vento
Hoje sou brisa que atravessa a noite na suavidade dos sentimentos. Serenas estão as pombas no beiral. Todas as pedras retomaram o seu lugar na boca do vulcão adormecido. Há a faísca que não deixa apagar-se a chama na eternidade dos dias. Suave vento que transporta o sonho adiado. Ouço o sibilar de um coração batente. Ouço...
Subscrever:
Mensagens (Atom)
