sábado, março 10, 2007
sexta-feira, março 09, 2007
ondas
foto tirada da net .....
Hoje passei o dia todo em "ondas polarográficas". Gosto de ondas, daquelas que docemente se espraiam sobre a areia, num abraço infinito, fecundando-a com todos os seus elementos naturais. Ondas sonoras, que me permitem sentir junto ao ouvido o carinho daqueles de quem gosto. Ondas electromagnéticas, que transmitem através o espaço. Enfim, ondas de diferente amplitude, mas quase todos de forma sinusoidal, como a dizer, hoje estou bem, ontem não estive, amanhã, quem sabe se estarei?.
Mas, afinal o que é isso de ondas polarográficas, pois... são umas ondas um pouco diferentes
Mas, afinal o que é isso de ondas polarográficas, pois... são umas ondas um pouco diferentes
quarta-feira, março 07, 2007
domingo, março 04, 2007
âncoras
foto tirada da net
Quantas vezes prometi que embarcaria numa das naus nesse porto ancorada, um dia fá-lo-ei. Ficarei ao largo, vendo o porto com os olhos de quem parte, sentindo que o tempo que roubei ao tempo não chegou para que a âncora tocasse o fundo desse mar onde guardo segredos e sonhos que aos poucos vou perdendo diluídos na quietude das águas a cada momento renovadas. Hoje, ontem, amanhã, talvez...
Quantas vezes prometi que embarcaria numa das naus nesse porto ancorada, um dia fá-lo-ei. Ficarei ao largo, vendo o porto com os olhos de quem parte, sentindo que o tempo que roubei ao tempo não chegou para que a âncora tocasse o fundo desse mar onde guardo segredos e sonhos que aos poucos vou perdendo diluídos na quietude das águas a cada momento renovadas. Hoje, ontem, amanhã, talvez... O fascínio da Lua
Niels Armstrong pôs os pés na Luae a Humanidade inteira saudou nele
o Homem Novo.
No calendário da História sublinhou-se
com espesso traço o memorável feito.
Tudo nele era novo.
Vestia quinze fatos sobrepostos.
Primeiro, sobre a pele, cobrindo-o de alto a baixo,
um colante poroso de rede tricotada
para ventilação e temperatura próprias.
Logo após, outros fatos, e outros e mais outros,
catorze, no total,
de película de nylon
e borracha sintética.
Envolvendo o conjunto, do tronco até os pés,
na cabeça e nos braços,
confusíssima trama de canais
para circulação dos fluidos necessários,
da água e do oxigénio.
A cobrir tudo, enfim, como um balão de vento,
um envólucro soprado de tela de alumínio.
Capacete de rosca, de especial fibra de vidro,
auscultadores e microfones,
e, nas mãos penduradas, tentáculos programados,
luvas com luz nos dedos.
Numa cama de rede, pendurada
da parede do módulo,
na majestade augusta do silêncio,
dormia o Homem Novo a caminho da Lua.
Cá de longe, na Terra, num borborinho ansioso,
bocas de espanto e olhos de humidade,
todos se interpelavam e falavam
do Homem Novo,
do Homem Novo,
do Homem Novo.
Sobre a Lua, Armstrong pôs finalmente os pés.
Caminhava hesitante e cauteloso,
pé aqui,
pé ali,
as pernas afastadas,
os braços insuflados como balões pneumáticos,
o tronco debruçado sobre o solo.
Lá vai ele.
Lá vai o Homem Novo
medindo e calculando cada passo,
puxando pelo corpo como bloco emperrado.
Mais um passo.
Mais outro.
Num sobrehumano esforço
levanta a mão sapuda e qualquer coisa nela.
Com redobrado alento avança mais um passo,
e a Humanidade inteira,
com o coração pequeno e ressequido,
viu, com os olhos que a terra há-de comer,
o Homem Novo espetar, no chão poeirento da Lua, a bandeira da sua Pátria,
exactamente como faria o Homem Velho.
António Gedeão
sábado, março 03, 2007
nem o tempo vai chegar...
O espaço e o tempo é um binário que nos tolhe os movimentos enclausurando-nos num casulo espacial.
É uma espécie de dor...
....
É uma espécie de dor...
....
sexta-feira, março 02, 2007
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