terça-feira, maio 27, 2008

Equação



Conto os meus sonhos com a tábua
de calcular. Cada um deles é uma equação
diferente. Mas o resultado é só um:
a soma dos dias em que acordo.

posted by Nuno Júdice @16:47 aqui

quarta-feira, maio 21, 2008

e agora?

*

Por razões que não merecem registo, vi-me intimamente ligada a coisas que relacionam a Química com os Museus. E agora??

Aproveito para deixar o "link" do Museu de Ciência da Universidade de Lisboa e assim poderem dar uma "coup d’œil" ao Laboratorio Chimico

segunda-feira, maio 19, 2008

expressão

Foto de Lori Belilove* tirada daqui

Hoje apetece-me colher palavras, atirá-las ao vento com um simples sopro, deixar que se espalhem pelo ar e sentir o seu rasto de odores refrescantes.
Há tantas palavras bonitas para colher... mas insistimos em transportar braçadas de palavras cruéis, violentas e injustas.

Hoje apetecia-me colher palavras bonitas...
*obrigada pela correcção cara/o Anónimo

sábado, maio 17, 2008

cyber-bullying

Já há algum tempo atrás tinha feito aqui uma referência acerca das ameaças que alguns cibernautas fazem ocultados por um anonimato fictício. Hoje ao ler no Sol a notícia de que alguém foi condenado por cyber-bullying não resisti a voltar a referir o assunto.

Cowards die many times before their deaths; The valiant never taste of death but once. William Shakespeare

quinta-feira, maio 08, 2008

tempo

foto daqui
o tempo passa por mim como "cão por vinha vindimada". reuniões, museus, slides, apresentações, exames, equivalências, auditorias e no meio da luta vão surgindo pequenas bolsas de ar. respiro.

domingo, abril 27, 2008

mais saudades


(…) Saudades de ti? Não tenho a certeza, serão saudades de ti, ou de mim?
As mãos húmidas da noite, escura, fria e tenebrosa, tentavam desesperadamente atravessar as vidraças que me separavam dela. Ao longe, o rugir das ondas batendo fortemente nas rochas levava-me para um outro mundo, o mundo dos sonhos.
Deixei-me inebriar, deixei que os fantasmas da noite tomassem conta de mim, e para eles, pus música, exaltante, extasiante. Pensei em ti, em tudo o que vivemos, saboreei cada momento e em cada um deles redescobri a minha capacidade de amar, perdida no tempo, adormecida nos anos, que passaram velozes por mim.
Lembro-me que pensei: “vivi estes momentos, ou tudo não passou de um sonho? Sonho lindo com sabor amargo”.
Quando acordei, o sol brilhava, acariciando muito ternamente aquelas águas tão azuis, tão aparentemente inocentes, as águas que na noite anterior tinham embalado o meu sonho, o meu sono. Saí para a rua e fiquei-me a contemplá-las, a pensar em como a quietude anda de mãos dadas com a turbulência, mostrando, ora uma face, ora outra.
Depositei naquelas águas tão tranquilas, tão azuis, tão imensamente grandiosas, a minha esperança. Soube, naquele momento, que nunca mais seria a mesma, que mais um marco tinha sido colocado no caminho da minha parca existência. A vida é feita de pequenos incrementos, cujo somatório nos conduz aquele ponto crucial, que é a morte.
Dizem que na morte surgem, por momentos, todos esses incrementos, separados por marcos, mas ninguém sabe muito bem o que é a morte, para mim, é apenas um somatório, um resultado final, um limite.” (…)

sexta-feira, abril 25, 2008

saudade

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pulando daqui para ali cheguei à voz

«Na verdade, não temos saudades, é a saudade que nos tem, que faz de nós o seu objecto. Imersos nela, tornamo-nos outros. Todo o nosso ser ancorado no presente fica, de súbito, ausente.»
(Mitologia da Saudade)
Eduardo Lourenço