Homenagem à poetisa argentina Alfonsina Storni.
terça-feira, janeiro 21, 2014
domingo, janeiro 19, 2014
quinta-feira, janeiro 16, 2014
as inquietações e a dialéctica
A inquietude da palavra, a que se diz, a que se advinha e a que se não diz. Há no "dizer" da palavra a ambiguidade do duplo significado. Há as verdades que, como disse (ou se pensa que disse) Niels Bohr, são superficiais, cuja antítese é incontestavelmente falsa, mas há também as profundas, cuja antítese é tão
verdadeira como elas próprias. E ficamos assim, no "ser ou não ser", ou, como alguém por brincadeira me disse, nesse passado distante ... "era e não era, andava na serra, o pai era morto e a mãe por nascer..."
Mistérios... sortilégios... vida!
segunda-feira, janeiro 06, 2014
o som da amizade
lá, por entre as nesgas da montanha, há um braço de mar, nele circula a amizade. Somos rios...
rios que transportam os sons... tantas vezes, o silêncio...
"lagoa escura" onde mergulhamos e vivemos!
rios que transportam os sons... tantas vezes, o silêncio...
"lagoa escura" onde mergulhamos e vivemos!
quarta-feira, janeiro 01, 2014
passagem
Nesta passagem que é a vida, a tua presença - a vossa presença - é uma constante. Os dias são uma sucessão infinita onde os acontecimentos são focos de luz. Pirilampos brilhando no escuro da noite adormecida.
terça-feira, dezembro 31, 2013
the last rose of the summer
do jardim brotam flores. rosas. rosas do sul, rosas do norte, apenas o veludo e o perfume que libertam. rosas por colher, ainda em botão.
quinta-feira, dezembro 26, 2013
Dream
Súbita mão de algum fantasma oculto
Entre as dobras da noite e do meu sono
Sacode-me e eu acordo, e no abandono
Da noite não enxergo gesto ou vulto.
Mas um terror antigo , que insepulto
Trago no coração, como de um trono
Desce e se afirma meu senhor e dono
Sem ordem, sem meneio e sem insulto.
E eu sinto a minha vida de repente
Presa por uma corda de Inconsciente
A qualquer mão nocturna que me guia.
Sinto que não sou ninguém salvo uma sombra
De um vulto que não vejo e que me assombra,
E em nada existo como a treva fria.
Fernando Pessoa
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