e tudo o vento levou. as palavras, os sentimentos, a vontade, principalmente a vontade. deixou este vazio, este mar morto, este ser sem querer, máquina executiva. maldito vento "estio". há-de lá estar mal...
amanhã porei músi...
"A linguagem, como toda a gente sabe, ou como toda a gente devia saber - e eu já o tenho dito aqui muitas vezes - serve para exprimir o que se sente mas também serve para esconder o que se sente." João dos Santos em "Se não sabe porque é que pergunta?"
Por definição e segundo o Vocabulário Internacional de Metrologia, incerteza é: «um parâmetro associado ao resultado de uma medição, que caracteriza a dispersão dos valores que podem com razoabilidade ser atribuídos ao mensurando». Álvaro de Campos
Era um tempo em que o tempo, ainda menino, brincava. Sobre as ondas, a luz branca desdobrava-se nas sete cores do arco-íris, reflectindo toda a grandiosidade de uma vida a despertar. 
foto tirada da net
Quantas vezes prometi que embarcaria numa das naus nesse porto ancorada, um dia fá-lo-ei. Ficarei ao largo, vendo o porto com os olhos de quem parte, sentindo que o tempo que roubei ao tempo não chegou para que a âncora tocasse o fundo desse mar onde guardo segredos e sonhos que aos poucos vou perdendo diluídos na quietude das águas a cada momento renovadas. Hoje, ontem, amanhã, talvez...
Niels Armstrong pôs os pés na Lua
Há dias em que me dá uma grande vontade de reviver o meu passado literário, quero com isto dizer, olhar e reler alguns dos autores que sofregamente li. Eu sou de manias, confesso, sou de paixões, admito. Sendo assim, quando um escritor me desperta a atenção lei-o exaustivamente, livro após livro, linha por linha, letra por letra. Até que repentinamente me canso e o arrumo na prateleira. Hoje voltei ao Abelaira e recordei as discussões que estas leituras geraram. Que não, não percebiam porque andava eu a ler o Abelaira, romances sem interesse. Que sim, perceberiam muito melhor se me dedicasse a outro tipo de literatura. 

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Digitando cada dígito
Nem se chega a saber como
Temos por vezes a sensação de que a nossa cabeça é um órgão de resistência infinita, que podemos esticá-la até ao limite sem que haja ruptura. Esquecemos que em tudo somos humanos e que, tal como noutros sistemas, a falha pode acontecer surgindo então o desmoronar do império dos sentidos. A Física e a Química deixam então de funcionar como um todo, apercebemo-nos então de que algo está a funcionar mal e que a diferença de potencial se aproxima vertiginosamente do zero - torna-se imperativo fazer uma pausa.