domingo, junho 06, 2010

marginal

No negro do asfalto surgem cores em movimento, pequenos pontos activos. Não pertencem aquele sítio, não gosto!

sábado, junho 05, 2010

A manhã surge enfeitada de sol e o mar brilha, ainda não refeito de uma noite banhada pela lua. O deserto da madrugada e a esperança de um dia novo.

sexta-feira, junho 04, 2010

quarto minguante

A bola explodiu! O que parecia ser luz, era vazio, reflexo de uma estrela oculta num universo sem brilho, desgastado pela poeira de um consumismo exacerbado. Os pedaços cortam as mãos escondendo por momentos a linha da vida. Quando eu morrer, não quero flores, o seu perfume, a sua beleza... quero-as em vida!

sexta-feira, maio 28, 2010

lua cheia

Ontem a lua estava cheia, de esperança. O reflexo sobre a tranquilidade de um mar espelhado faz acreditar que a imagem se assemelha à realidade. Por momentos quis esquecer o mundo e sentar-me sobre a areia permitindo-me o envolvimento na magia da noite tão clara. A insegurança não nos permite o desfrute da natureza, há sempre um impedimento, uma urgência, algo que nos anula.

quarta-feira, maio 26, 2010

mentiras

Há situações em que a sensação do ridículo toma forma e se sente no rosto um afogueamento tingido de vermelho.

terça-feira, maio 25, 2010

conta-me uma história

E era o fogo a creptitar na lareira, e eras tu, essa força que nos segurava, nos empurrava para a frente. E era o mundo exterior que mal sabia a fragilidade de que era feito esse teu coração escondido numa couraça de dureza.


«Ai... os vidos todos escabidos! Quem escabeu naqueles vidos?»


E é o grito da revolta, e sou eu, este desânimo que me corta o caminho. E o mundo gira, esquecendo que do outro lado alguém está de cabeça para baixo.

sábado, maio 22, 2010

instabilidade

Imagem tirada da net

Nota-se alguma instabilidade no fechar e abrir dos sites no toque dos bits e nas entrelinhas dos bytes. Sou seu, assim, triste e titubeante como pássaro caído do ninho. Se eu soubesse que a caminhada era tão árdua, ter-me-ia fechado na concha qual pérola por acabar. E hoje sou névoa que perturba a limpidez do olhar... e és tu, sempre tu, nessa tão longínqua imagem de quietude e placidez. A felicidade é um pássaro que rasga os céus no seu voo anacrónico.