terça-feira, março 30, 2010

camaleão

O camaleão é um animal que me repugna pelo seu instinto aguçado de auto-defesa e pela estragégia de caça, confunde-se com o ambiente disfarçando-se.

sábado, março 27, 2010

o vazio


A intercepção de duas rectas paralelas é um conjunto vazio. Caminham lado a lado sem nunca se tocarem, pura ilusão essa a de que se tocam no infinito.

segunda-feira, março 22, 2010

e era luz

Os dias tão negros e a morte a rondar. E era luz e tu nasceste. O sol inundou-nos a vida enquanto a noite nos escurecia os corações. E ficaste e ela partiu. A tua luz cintilante não esmorece porque é autêntica. Eu tenho dois amores...

quarta-feira, março 10, 2010

Um novo livro

Deixo aqui um convite que roubei Voando por Aí ...


Dia 20 de Março, sábado, pelas 17h00, na livraria do Cinema King

Acerca do livro a autora, no seu blog, escreve:


Navia, nasce no ano 410 D.C, época em que a Lusitânia encontra-se instável devido às invasões dos Suevos, Alanos e Vândalos. O Cristianismo começa a espalhar-se mas tanto a nova religião como a antiga ainda vivem lado a lado. Ela vive num Castro na montanha.
Ana, nascida nesse século, não consegue adaptar-se ao estilo de vida que a sociedade impõe.

Eu acrescento:

Acerca do livro estou muito curiosa!

quinta-feira, março 04, 2010

leandro

"As escolas são sítios horríveis". Esta foi a frase que há poucos dias ouvi da boca de um familiar colocado apenas há uns dias numa escola de Lisboa. É assim que vivemos, num País sem princípios, sem valores e corrupto. "Os miúdos dizem tudo nas aulas". E este tudo engloba a falta de instrução e de valores de muitos dos progenitores. "Os recreios são locais de agressão". Ficar calada perante uma tragédia destas tornar-me-ia cúmplice.

segunda-feira, março 01, 2010

terça-feira, fevereiro 23, 2010

o passado e o presente

O frio abraça-nos como um capacete cortante. Tudo aqui pertence ao passado, o lambrim de madeira sobre o qual cai o papel de parede amarelecido, o chão que range mal o tocamos, os passos saltitantes de quem se prepara para dormir no piso superior. É um mundo que já não existe, apercebi-me disso agora ao violar o espaço com as novas tecnologias. Aqui tudo parou. Folheio o III volume de Guerra e Paz editado pela Editorial Inquérito a 20 de Maio de 1943. Na contracapa lê-se um nome e uma data de aquisição, 2 de Junho de 1955. Fecho o livro e com ele um ciclo que insisti em manter aberto. O frio perfura-me a pele obrigando-me a aconchegar a manta bem junto ao corpo.